Chega o tempo em que enormes fortalezas
já não tinham tesouros que guardar.
Nos campos devastados, só lembrando
dias de glória, nada prometiam.
E abriram-se os portões que enclausuravam
e baixaram-se as pontes levadiças.
O feudo e o pago se apagavam, a
luz na pólis agora se acendia.
Viu-se então que o poder atomizado
se congregara num poder somente
que sua origem divina blasonou.
Não se mentia; apenas não se disse
que era Mercúrio o deus de que provinha
e que era Marte o deus que o sustentava...
Ribeiro, Wagner, A angústia de Zeus, Ed. Henrique menezes , Aracaju (Brasil), 2003
Nota: publico sem autorização do autor, esperando a sua compreensão e benevolência
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