domingo, 3 de março de 2013

LEITÃO DE NEGRAIS
imagem NET da jF de Almargem do Bispo

Eu gosto de ir a Negrais
Na mira dum bom leitão.
É comer e pedir mais,
Sempre com satisfação.

No Caneira, já jantei
Daquele rico manjar.
Na Ti ‘ Alice encontrei
Sobremesas de gabar.

E lá também o leitão
É saboroso a valer.
Motivos pra um cristão
Levar filhos e mulher.

Só não suporto a mixórdia
- Falo dum vinho com gás-,
Que é o pomo de discórdia.
Eu bebo um tinto sagaz,

Que me dá muita alegria
E boa disposição.
É sempre assim cada dia
Que lá vou comer leitão.

UM BOM TINTO ARAGONÊS


Um bom tinto aragonês
Dá coragem e alegria.
Bebe tanto o português
E… é triste, quem diria?!


Dá coragem e alegria,
Na conta certa bebido.
Quem emborca em demasia
C’os burros é parecido.


Bebe tanto o português
Ao almoço e ao jantar,
Um copo de cada vez,
Aos golinhos, devagar.


E… é triste, quem diria?!
Quem bebe com devoção,
Deve sentir alegria.
Tristeza? Tristeza…Não!

sexta-feira, 1 de março de 2013

FELIZ É O DIA
                                           ( Homenagem a Al-Mu’tamid)



Feliz é o dia, ó rosa!,
Em que sinto o suave aroma
Das tuas pétalas brancas.


Feliz é o dia, ó rosa!,
Em que os meus olhos descansam
Nas tuas pétalas brancas.


Feliz é o dia, ó rosa!,
Em que toco ternamente
As tuas pétalas brancas.

Feliz é o dia , ó rosa!

A TUA PRESENÇA

A tua presença, amor,
Mesmo que silenciosa,
Dava-me tanto consolo.

A tua ausência fere-me.
As tardes passam tão lentas
E os dias são tão tristes.

Amor!, contigo presente,
O passarinho cantava
Num perfeito desatino.

Agora tudo é choroso.
Escrevo versos sem graça
e dou-me ao computador.

Bebo copos e mais copos
E o passarinho não canta.
Mas não te rales amor
SOUBESSES TU

Se tu soubesses, amada,
Quanto dói a solidão…,
E inda o peso destas mãos,
Que não sabem fazer nada!

Contigo ausente, esta casa
- Outrora mansão alegre -
É neste preciso momento
O reino da confusão.

Rolam rolos de cotão,
Em minha alma tresloucada.
E dói-me o peso das mãos,
Que não sabem fazer nada.

Ai, soubesses tu, amada,
Quanto dói a solidão!